Blogue sobre a cultura do futebol. Aborda os mais diversos assuntos do jogo mais apaixonante do mundo. Na visão de quem vive o futebol desde a arquibancada.
O torcedor brasileiro é uma espécie rara. Com características exclusivamente “brazucas”, o público que vai aos estádios tem uma maneira peculiar de se comportar. Mas, comparando os diversos tipos de torcedor, nos países em que o futebol é coisa séria, percebemos que não é só aqui que o torcedor tem um comportamento estranho.
Na Inglaterra os “ex-hooligans” são agora todos comportadinhos, não brigam, não invadem o campo, não xingam e as vezes cantam alguma música com letra infantil. Na Espanha os “aficcionados” não incentivam seu time e não invadem o gramado, mais adoram chamar os jogadores negros de macaco. Na Itália, os “tiffosi” são brigões, cantam ao estilo Pavarotti e adoram se pegar entre eles. Na Argentina os “barras” costumam se matar aos domingos, emboscar a torcida visitante, e quando o time está levando uma goleada, mais festa e incentivo vem das arquibancadas.
O torcedor brasileiro é distinto. Não se conforma com a derrota e sofre de aminésia futebolística, para ele o ontem não existe. O brasileiro não vai ver seu time jogar, vai ver seu time ganhar. E se a vitória não vir, as conseqüências são duras: derrubam o técnico, quebram estádio, xingam os jogadores, brigam ente eles e com a polícia.
O torcedor brasileiro necessita se conscientizar de qual é seu papel dentro de espetáculo. Não só no Brasil, mais como em todo mundo, o papel da torcida é simples: torcer e incentivar seu time e seus jogares. É claro que também tem a parte da cobrança, mas ela só deve ser aplicada em caso de falta de empenho.
Cada um age da forma que julga correto, ou da forma que determina sua cultura, o lugar onde nasceu. É a mesma coisa que querer do torcedor brasileiro se comporte como um europeu, impossível.
19.09.06
O torcedor brasileiro.
Mauro G. Kinjo
O torcedor brasileiro é uma espécie rara. Com características exclusivamente “brazucas”, o público que vai aos estádios tem uma maneira peculiar de se comportar. Mas, comparando os diversos tipos de torcedor, nos países em que o futebol é coisa séria, percebemos que não é só aqui que o torcedor tem um comportamento estranho.
Na Inglaterra os “ex-hooligans” são agora todos comportadinhos, não brigam, não invadem o campo, não xingam e as vezes cantam alguma música com letra infantil. Na Espanha os “aficcionados” não incentivam seu time e não invadem o gramado, mais adoram chamar os jogadores negros de macaco. Na Itália, os “tiffosi” são brigões, cantam ao estilo Pavarotti e adoram se pegar entre eles. Na Argentina os “barras” costumam se matar aos domingos, emboscar a torcida visitante, e quando o time está levando uma goleada, mais festa e incentivo vem das arquibancadas.
O torcedor brasileiro é distinto. Não se conforma com a derrota e sofre de aminésia futebolística, para ele o ontem não existe. O brasileiro não vai ver seu time jogar, vai ver seu time ganhar. E se a vitória não vir, as conseqüências são duras: derrubam o técnico, quebram estádio, xingam os jogadores, brigam ente eles e com a polícia.
O torcedor brasileiro necessita se conscientizar de qual é seu papel dentro de espetáculo. Não só no Brasil, mais como em todo mundo, o papel da torcida é simples: torcer e incentivar seu time e seus jogares. É claro que também tem a parte da cobrança, mas ela só deve ser aplicada em caso de falta de empenho.
Cada um age da forma que julga correto, ou da forma que determina sua cultura, o lugar onde nasceu. É a mesma coisa que querer do torcedor brasileiro se comporte como um europeu, impossível.
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