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Até mesmo Romário foi alvo da cobiça da máfia dos caça-níqueis. Conversas gravadas pela Polícia Federal revelam que integrantes da organização criminosa tentaram negociar a contratação do atacante para o América em agosto do ano passado, pouco depois de o jogador se transferir para o Adelaide da Austrália.
Nos diálogos, o policial civil Marcos Antônio dos Santos Bretas, o Marcão, chega a dizer que o grupo recebeu uma proposta de empresários do baixinho.
A investigação foi apelidada pelos agentes da PF de “Caso América”. No dia 25 de agosto, Marcão, ligado ao grupo do bicheiro Capitão Guimarães, discute o negócio com o presidente da Associação dos Bingos do Rio de Janeiro, Paulo Lino. Romário disputaria o campeonato carioca deste ano. “O nosso querido América vai ter no campeonato carioca em janeiro aquele baixinho sem vergonha. Aquele que está fora (na Austrália)”. Marcão acredita ter o argumento certo para convencer Romário: “É que ele é América, declarado América”, diz em relação ao time de infância do atacante. Lino concorda: “É, sempre foi. Que nem o pai, né?”
Durante a conversa, Marcão diz que está sentado ao lado de um representante do América, que diz ser seu amigo. Afirma também que foi aconselhado a falar em “off” (sigilo) e que não queria saber do vazamento da informação para a imprensa. Mas Lino joga um balde de água fria nos planos de Marcão: “Agora é muito (caro). Não dá pra sair, não. É que nós estamos com muito problema (...) E a gente achou o projeto interessante, mas atualmente a gente não pode assumir compromisso”.
20.04.07
O Baixinho e a Máfia
Até mesmo Romário foi alvo da cobiça da máfia dos caça-níqueis. Conversas gravadas pela Polícia Federal revelam que integrantes da organização criminosa tentaram negociar a contratação do atacante para o América em agosto do ano passado, pouco depois de o jogador se transferir para o Adelaide da Austrália.
Nos diálogos, o policial civil Marcos Antônio dos Santos Bretas, o Marcão, chega a dizer que o grupo recebeu uma proposta de empresários do baixinho.
A investigação foi apelidada pelos agentes da PF de “Caso América”. No dia 25 de agosto, Marcão, ligado ao grupo do bicheiro Capitão Guimarães, discute o negócio com o presidente da Associação dos Bingos do Rio de Janeiro, Paulo Lino. Romário disputaria o campeonato carioca deste ano. “O nosso querido América vai ter no campeonato carioca em janeiro aquele baixinho sem vergonha. Aquele que está fora (na Austrália)”.
Marcão acredita ter o argumento certo para convencer Romário: “É que ele é América, declarado América”, diz em relação ao time de infância do atacante. Lino concorda: “É, sempre foi. Que nem o pai, né?”
Durante a conversa, Marcão diz que está sentado ao lado de um representante do América, que diz ser seu amigo. Afirma também que foi aconselhado a falar em “off” (sigilo) e que não queria saber do vazamento da informação para a imprensa. Mas Lino joga um balde de água fria nos planos de Marcão: “Agora é muito (caro). Não dá pra sair, não. É que nós estamos com muito problema (...) E a gente achou o projeto interessante, mas atualmente a gente não pode assumir compromisso”.
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