Dia de JoGo - O Blog de quem vive futebol

Blogue sobre a cultura do futebol. Aborda os mais diversos assuntos do jogo mais apaixonante do mundo. Na visão de quem vive o futebol desde a arquibancada.
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18.09.06

TERRA_PERMA_LINK 12:07:06. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Nada como um dia após o outro

Mauro G. Kinjo

Foi surpreendente ver o quinto colocado do Brasileirão, o Vasco da Gama, cair tão facilmente em casa, ante o Corinthians de Emerson Leão na estréia dos dois clubes pela Copa Sul-americana. O placar de um a zero para o Timão, só não foi maior porque o árbitro da partida não viu que a cabeçada de Renato entrou. Sem falar das bolas na trave do arqueiro vascaíno.


Como pode um time tão limitado como o Vasco, estar nas primeiras posições do campeonato nacional, mesmo sem contar com uma grande estrela e nem se quer um bom elenco de jogadores? A resposta não está muito clara. É difícil ver algum mérito na ditadura que é imposta ao clube que Eurico Miranda representa. Porém, todos temos que admitir que um dos únicos técnicos que está a mais de um ano no cargo, é o vascaíno Renato Gaúcho. E o bom campeonato que o clube carioca vem fazendo, pelo menos até agora, é apenas um reflexo do trabalho que Renato pode aplicar em São Januário.


É claro que o Vasco não é um clube modelo, e que seus cartolas não são os mais confiáveis do futebol brasileiro. Mas a imprensa que tanto critica a interminável “gestão” Eurico Miranda, não pode fechar os olhos para o fato de o Vasco ser um dos poucos times brasileiros em que o técnico tem segurança e tranqüilidade para trabalhar, e não se pergunta após cada derrota: será que hoje eu vou ser demitido?


O caso do Vasco serve de modelo para todos, sem exceção. Nenhum técnico consegue mostrar o seu verdadeiro valor se não tiver uma seqüência de trabalho, e tranqüilidade para colocar em prática tudo o que sabe. Para os torcedores, fica também a lição de que todo o elenco, incluindo a comissão técnica, necessita única e simplesmente de apoio e incentivo. Uma mudança de técnico no meio do campeonato, pode até trazer um alívio imediato, mas apenas adia o trabalho da direção de procurar alguém com competência suficiente para iniciar e terminar um campeonato.

Enquanto houver essa cultura de ser normal o clube ter dois ou três técnicos por torneio, iremos continuar sem saber quais realmente são os técnicos capazes de formar uma grande equipe.

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