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11:57:37, TERRA_CATEGORIES: Histórias do Futebol. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo
Histórias do Futebol - Parte 4
Resgatando a Bandeira Brasileira
Estadio Juan Carlos Zerrillo - La Plata - ARG - GELP Capacidade : 20.461 personas.
No dia 12 de julho de 1916, a tabela do campeonato sul-americano programava para o Estádio do Gimnasya Y Esgrima, em La Plata - Argentina, o clássico Brasil x Uruguai. Os torcedores lotavam o estádio. Logo cedo os portões foram fechados e o público se esmagava do lado de fora do estádio querendo entrar. Muitos tinham seus ingressos e não conseguiram adentrar á cancha de jogo. A policia não deixou entrar mais ninguém por falta de lugares, e os torcedores começaram a cantar “ladrones” “ladrones” !!!
A agitação foi se tornando cada vez mais violenta. Os mais revoltados foram buscar gasolina, e jogaram pela parte de baixo das arquibancadas ateando fogo. Imediatamente as labaredas começaram a surgir ameaçadoras. O terror e o pânico tomou conta de todos que estavam dentro do estádio. Correrias e gritos transformaram uma noite de verdadeiro terror.
As labaredas avançavam pelo pavilhão com uma sede de devorar tudo que vinha pela frente. Começou a queimar algumas bandeiras de várias países que disputavam o campeonato e estavam nos mastros perto das arquibancadas. Por um lamentável descuido, a nossa bandeira, fôra a única que se conservava em seu lugar, lá no alto. Os jogadores brasileiros estavam apavorados e ainda não tinham trocado de roupa para enfrentar os uruguaios. Sentindo que a bandeira brasileira iria ser queimada, Lagreca, o nosso médio volante, tirou o paletó e subiu ao tôpo do mastro para livrar a bandeira do incêndio. Ainda assim, sofreu algumas pequenas queimaduras. Logo que desceu, um policial argentino quis lhe robar a nossa bandeira. Lagreca não permitiu e recebeu voz de prisão. Foi necessário que, Galvão Bueno e o presidente da Associação Argentina de Futebol, interviesse para que a prisão não fosse feita.
Silvio Lagreca era paulista de Piracicaba. Nasceu em 1895 e morreu em 1967. Quando foi convocado para a seleção brasileira pertencia ao São Bento de Sorocaba.
24.11.06
Histórias do Futebol - Parte 4
Resgatando a Bandeira Brasileira
Estadio Juan Carlos Zerrillo - La Plata - ARG - GELP
Capacidade : 20.461 personas.
No dia 12 de julho de 1916, a tabela do campeonato sul-americano programava para o Estádio do Gimnasya Y Esgrima, em La Plata - Argentina, o clássico Brasil x Uruguai. Os torcedores lotavam o estádio. Logo cedo os portões foram fechados e o público se esmagava do lado de fora do estádio querendo entrar. Muitos tinham seus ingressos e não conseguiram adentrar á cancha de jogo. A policia não deixou entrar mais ninguém por falta de lugares, e os torcedores começaram a cantar “ladrones” “ladrones” !!!
A agitação foi se tornando cada vez mais violenta. Os mais revoltados foram buscar gasolina, e jogaram pela parte de baixo das arquibancadas ateando fogo. Imediatamente as labaredas começaram a surgir ameaçadoras. O terror e o pânico tomou conta de todos que estavam dentro do estádio. Correrias e gritos transformaram uma noite de verdadeiro terror.
As labaredas avançavam pelo pavilhão com uma sede de devorar tudo que vinha pela frente. Começou a queimar algumas bandeiras de várias países que disputavam o campeonato e estavam nos mastros perto das arquibancadas. Por um lamentável descuido, a nossa bandeira, fôra a única que se conservava em seu lugar, lá no alto. Os jogadores brasileiros estavam apavorados e ainda não tinham trocado de roupa para enfrentar os uruguaios. Sentindo que a bandeira brasileira iria ser queimada, Lagreca, o nosso médio volante, tirou o paletó e subiu ao tôpo do mastro para livrar a bandeira do incêndio. Ainda assim, sofreu algumas pequenas queimaduras. Logo que desceu, um policial argentino quis lhe robar a nossa bandeira. Lagreca não permitiu e recebeu voz de prisão. Foi necessário que, Galvão Bueno e o presidente da Associação Argentina de Futebol, interviesse para que a prisão não fosse feita.
Silvio Lagreca era paulista de Piracicaba. Nasceu em 1895 e morreu em 1967. Quando foi convocado para a seleção brasileira pertencia ao São Bento de Sorocaba.
Fonte: Museu do Esporte
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