Dia de JoGo - O Blog de quem vive futebol

Blogue sobre a cultura do futebol. Aborda os mais diversos assuntos do jogo mais apaixonante do mundo. Na visão de quem vive o futebol desde a arquibancada.
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20.04.07

TERRA_PERMA_LINK 15:20:15. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

O Baixinho e a Máfia

Até mesmo Romário foi alvo da cobiça da máfia dos caça-níqueis. Conversas gravadas pela Polícia Federal revelam que integrantes da organização criminosa tentaram negociar a contratação do atacante para o América em agosto do ano passado, pouco depois de o jogador se transferir para o Adelaide da Austrália.

Nos diálogos, o policial civil Marcos Antônio dos Santos Bretas, o Marcão, chega a dizer que o grupo recebeu uma proposta de empresários do baixinho.


A investigação foi apelidada pelos agentes da PF de “Caso América”. No dia 25 de agosto, Marcão, ligado ao grupo do bicheiro Capitão Guimarães, discute o negócio com o presidente da Associação dos Bingos do Rio de Janeiro, Paulo Lino. Romário disputaria o campeonato carioca deste ano. “O nosso querido América vai ter no campeonato carioca em janeiro aquele baixinho sem vergonha. Aquele que está fora (na Austrália)”.
Marcão acredita ter o argumento certo para convencer Romário: “É que ele é América, declarado América”, diz em relação ao time de infância do atacante. Lino concorda: “É, sempre foi. Que nem o pai, né?”


Durante a conversa, Marcão diz que está sentado ao lado de um representante do América, que diz ser seu amigo. Afirma também que foi aconselhado a falar em “off” (sigilo) e que não queria saber do vazamento da informação para a imprensa. Mas Lino joga um balde de água fria nos planos de Marcão: “Agora é muito (caro). Não dá pra sair, não. É que nós estamos com muito problema (...) E a gente achou o projeto interessante, mas atualmente a gente não pode assumir compromisso”.

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26.03.07

TERRA_PERMA_LINK 11:33:28. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Pelé com a camisa do Vasco

Pelé nunca escondeu sua simpatia pelo Vasco, tendo sido um torcedor vascaíno durante a sua infância em Bauru. Quis o destino que Ele vestisse a camisa do Vasco no início da sua carreira, em junho de 1957, em três partidas no Maracanã, e melhor ainda, que ele marcasse um gol no Flamengo.

Naquela ocasião, a equipe principal do Vasco excursionava na Europa e Vasco e Santos formaram um combinado para participar da Taça Morumbi, um torneio amistoso internacional com partidas no Rio e em São Paulo. O Vasco cedeu ao combinado Paulinho e Bellini, convocados para a seleção brasileira para a disputa da Copa Roca contra a Argentina, e mais Wagner, Iedo, Artoff e Valdemar, reservas que não participavam da excursão. Entre os jogadores cedidos pelo Santos, um adolescente de 16 anos, ainda reserva, despontando para o futebol, cujo nome ninguém sabia ao certo se era Pelê ou Pelé.

O torneio nunca chegou ao fim, pois não despertou muito interesse junto ao público e os seus organizadores resolveram suspendê-lo devido aos prejuízos financeiros. O Combinado Vasco-Santos atuou quatro vezes, as três primeiras no Rio com o uniforme do Vasco e a última em São Paulo com o uniforme do Santos. Pelé marcou gols em todas as partidas, inclusive um sobre o Flamengo. Estas são as súmulas das partidas:

Combinado Vasco-Santos 6 x 1 Belenenses (Portugal)
Data: 19/6/1957
Local: Maracanã
Juiz: Amílcar Ferreira
Gols: Pelé(3), Álvaro(2), Pepe (Vasco-Santos) e Matateu (Belenenses)
Vasco-Santos: Wagner, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo (Artoff), Pelé, Álvaro, Jair (Valdemar), Pepe.
Belenenses: Pereira, Polido (Moreira), Pires, Carlos Silva; Pires, Vicente (Pelefero); Dimas, Faia, Ricardo Peres, Matateu, Tito.

Combinado Vasco-Santos 1 x 1 Dínamo Zagreb (Iugoslávia)
Data: 22/6/1957
Local: Maracanã
Juiz: Frederico Lopes
Gols: Pelé (Vasco-Santos) e Panko (Dínamo Zagreb)
Vasco-Santos: Wagner, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo (Artoff), Pelé, Álvaro, Jair (Valdemar), Pepe.
Dínamo Zagreb: Irovic, Sikio, Crocovic, Croncovic; Koskat, Horvat; Panko(Gaspert), Cercovic, Kong, Angic, Lipozonovic.

Combinado Vasco-Santos 1 x 1 Flamengo
Data: 26/6/1957
Local: Maracanã
Juiz: Anver Bilate
Gols: Pelé (Vasco-Santos) e Dida (Flamengo)
Vasco-Santos: Manga, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo (Pagão), Pelé, Del Vecchio (Pepe), Jair, Tite.
Flamengo: Ari, Joubert, Pavão, Jordan; Jadir (Dequinha), Mílton Copolilo; Luiz Carlos, Moacir, Henrique (Duca), Dida, Zagallo (Babá).

Combinado Vasco-Santos 1 x 1 São Paulo
Data: 29/6/1957
Local: Morumbi
Juiz: Walter Galera
Gols: Pelé (Vasco-Santos) e Nei (São Paulo)
Vasco-Santos: Manga, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo, Pelé, Del Vecchio, Valdemar (Darci), Pepe.
São Paulo: Paulo, De Sordi (Clélio), Mauro, Riberto; Bauer, Vítor (Ademar); Maurinho, Nei, Gino (Baltazar), Maneca, Sílvio.

Deve ter sido tocante para a reduzida galera vascaína que compareceu às partidas rever um grande ex-ídolo, Jair Rosa Pinto, aos 36 anos, envergando o manto cruzmaltino depois de 11 anos longe de São Januário.

As atuações de Pelé pelo Combinado Vasco-Santos e os comentários nos jornais sobre o nascimento de um "futuro craque de seleção" foram fundamentais para que o então técnico da seleção brasileira, Sílvio Pirillo, decidisse convocá-lo para uma partida do Brasil contra a Argentina pela Copa Roca, no Maracanã, dia 7 de julho de 1957. Foi a estréia do futuro Rei na seleção, aos 16 anos de idade. Ele entrou no segundo tempo no lugar de Del Vecchio e marcou o seu primeiro tento com a camisa canarinho. Mesmo perdendo por 2x1, o time brasileiro foi elogiado e a presença de Pelé foi aclamada.

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19.03.07

TERRA_PERMA_LINK 21:56:12. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

O Palmeiras nasceu no Pacaembu

A foto é do goleiro Obertan.

Foi no dia 20 de setembro de 1942, em um jogo contra o São Paulo valendo o titulo paulista, que surgiu a Sociedade Esportiva Palmeiras. A estréia com o novo nome – o Palestra Itália foi obrigado a desaparecer porque a Itália estava em guerra contra os aliados – aconteceu no Pacaembu. O Palmeiras venceu por 3x1.

Oberdan Cattani era o goleiro palmeirense e ele mesmo declarou que a mudança de nome foi boa porque o clube deixou de ser um time da colônia italiana para ser uma agremiação brasileira. Com isso, a torcida palmeirense começou a aumentar.

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13.03.07

TERRA_PERMA_LINK 20:48:34. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Índio: Um campeão esquecido

José Sátiro do Nascimento, mais conhecido pela torcida corinthiana como Índio, nasceu no dia 3 de abril de 1979 em Palmeira dos Índios, Alagoas. Iniciou sua carreira nos juvenis do Vitória com 17 anos, e em torneio internacional disputado em Boston-EUA, chamou atenção dos dirigentes do Corinthians, que animados com seu bom desempenho logo o trouxeram para o Parque São Jorge em 1998.

Desembarcou em São Paulo como aposta futura e primeiramente foi integrado a equipe de base, mas com o sucesso imediato do jovem elenco vencedor, subiu a equipe principal juntamente com Edu, Gil, Éwerthon, Kleber e companhia. Iniciando na reserva do até então titular Rodrigo, fez bons jogos, e com sua regularidade assumiu a posição de titular, sendo importante na campanha vitoriosa do Corinthianos no campeonato brasileiro de 1998. Em 1999, já como titular absoluto sagrou-se campeão paulista diante do Palmeiras e novamente campeão brasileiro.

Índio, não era unanimidade dentre os torcedores. O ataque não era sua principal arma, porém gozava de muita raça e determinação, tornando-se assim um lateral mais defensivo que ofensivo. Características que somadas sempre o ajudaram a obter vantagem na disputa pela camisa titular com Rodrigo, e algum tempo depois com César Prates, ambos com funções mais ofensivas.

Em pouco tempo no Corinthians, Índio conquistou diversos títulos, mas a glória principal chegou em janeiro de 2000, quando juntamente com uma equipe praticamente imbatível conquistou o Mundial de Clubes da FIFA, contra o Vasco, em pleno Maracanã. Após o grandioso e inédito título, houve no Parque São Jorge o conhecido “desmanche”, já esperado, e Índio foi negociado com o Seul, clube do futebol coreano.

Alguns meses na Ásia e nenhum sucesso como os do tempo de Corinthians. Retornou ao Brasil para então atuar pelo emergente Goiás, por empréstimo. No clube goiano o ex-lateral do Corinthians obteve poucas chances, retornando assim para o Seul. Na Ásia, por incrível que pareça, Índio tornou-se ídolo, e além do Seul, o lateral jogou por mais dois clubes coreanos. Atuou nos gramados asiáticos de 2001 a 2003 e em 2004 retornou de vez ao Brasil.

Hoje, casado, com 28 anos e sem clube, Índio busca mais um desafio em sua carreira. Atualmente reside na cidade de Poços de Caldas-MG. Mediante a isto, é dono de um restaurante e ainda continua batendo sua bola nos finais de semana. O ex-jogador do Corinthians convive também com mais de 10 familiares de sua tribo e juntos seguem suas vidas no Sul de Minas Gerais, mas jamais esquecendo sua passagem pelo Sport Club Corinthians Paulista.

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02.02.07

TERRA_PERMA_LINK 13:12:10. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Para Sempre: Enzo Francescoli

Torcedor confesso do Peñarol, Francescoli nunca jogou por seu time de coração. Começou sua carreira no modesto Wanderers da capital uruguaia. Jogando no clube, atraiu as atenções de muita gente. Tanto que foi convocado para a Seleção de juniores dos charruas para o campeonato Sul-Americano da categoria, em 1981. Lá se sagrou campeão, deixando o Brasil com o vice.  

Suas atuações pela Seleção Uruguaia (que lhe renderam dois títulos posteriores da Copa América) o colocaram mais em voga no futebol Sul-Americano. O River Plate não pestanejou em querer levar “El Príncipe”, o que ocorreu em 1983.

O uruguaio chegou ao River em 1983, estreando com vitória sobre o Huracán de Buenos Aires por 1 a 0, em 24 de abril. Marcaria seu primeiro gol pelo novo time três dias depois (dia 27) em vitória fora de casa contra o Ferrocarril Oeste. Apesar do bom começo, Francescoli demorou um pouco para se firmar no River. Só em 1984 faria sua primeira boa temporada pelos milionários, conquistando o prêmio de Melhor Jogador da América daquela temporada.  

O primeiro título nacional de Francescoli veio em 1986, com a conquista do campeonato argentino. De quebra, foi o artilheiro da competição com 25 gols, seis a mais do que o segundo colocado. A torcida (a própria e a dos outros) passou a admirar Enzo pelo futebol clássico e objetivo. Mas, sobretudo, por ser um dos jogadores mais educados a passar pelos campos, respeitando a todos os seus companheiros e adversários.

Estava na hora de Francescoli ir para novos ares, e ele partiu do River em 1986, em direção a França. Foi atuar no Racing Paris, comprado pela empresa de carros francesa Matra e rebatizado com o nome desta. No modesto time francês, Francescoli não conseguiu nada mais do que um mero 7º lugar na temporada 1987/8. Ele ficou três temporadas na equipe, até sair em 1989 e ir rumo ao litoral sul francês para jogar no Olympique de Marselha.

 Na única temporada que fez (1989/90), El Príncipe se consagrou. Foi campeão francês e ganhou o prêmio de melhor jogador estrangeiro da Ligue 1 daquela temporada. Francescoli virou ídolo da torcida marselhesa, principalmente de um jovem filho de imigrantes argelinos sobre o qual falaremos depois.

 Francescoli cruzou o Mediterrâneo e foi atuar no Cagliari na temporada seguinte. Em três temporadas pela equipe da Sardenha, El Príncipe marcou 17 gols em 98 partidas. O melhor desempenho na Serie A com a equipe foi o 7º lugar em sua temporada de despedida do clube (1992/3). Na temporada seguinte, mudou-se para o continente, para atuar no Torino. Viu o time chegar em oitavo lugar, mas fez apenas 3 gols em 24 partidas.

O ano de 1994 testemunharia ainda a volta de El Príncipe ao River Plate. Naquela metade final do ano se consagrou levantando a taça do Torneio Apertura invicto, e sendo premiado artilheiro do campeonato com 12 gols marcados.

 Em 1996, ele reconquistaria o Apertura. Mas aquele não seria o único título importante de Francescoli no ano. No semestre anterior, ele ajudou o River a conquistar a Taça Libertadores da América, batendo o América de Cali na final daquele ano por 2 a 0.

 Decidiu se despedir do futebol em 1997, não sem antes faturar para o River o Apertura e Clausura daquela temporada. Encerrou sua carreira em partida contra o seu time de coração, o Peñarol, se consagrando como o estrangeiro que mais marcou gols com a camisa dos millionários, com 115 gols em 197 partidas.

Francescoli pela Seleção Uruguaia teve três conquistas. Todas da Copa América, em 1983, 1987 e 1995. Em 1983 marcou um dos gols no jogo de ida da decisão contra o Brasil, foi expulso na final de 1987 e marcou um dos pênaltis que garantiu, de novo contra o Brasil, o título em casa da Copa América de 1995. Sua estréia foi em 20 de fevereiro de 1982

 Ainda disputou duas Copas do Mundo. Foi ao México em 1986 e à Itália em 1990. Só marcou gol em Copas uma vez, na fatídica goleada de 6 a 1 sofrida pela Celeste contra a Dinamarca, então “Dinamáquina”. Foi titular nas duas idas ao Mundial.

Recentemente Francescoli entrou na famosa lista de melhores jogadores do mundo criada por Pelé para comemorar os 100 anos da FIFA. Nos dias de hoje, El Príncipe tem uma vida de executivo, como vice-presidente da GOL TV (canal a cabo norte-americano dedicado ao futebol) e da Tenfield, empresa que controla os direitos de transmissão do campeonato uruguaio, comandada pelo infame Paco Casal.

Lembram daquele menino filho de imigrantes argelinos citados durante a passagem de Francescoli pelo Olympique? Pois é, ele cresceu e virou também jogador de futebol. E não um qualquer, pois ele é Zinedine Zidane, um dos maiores astros do futebol francês e mundial.

 Zizou considera Francescoli seu maior ídolo no futebol. Tanto que batizou um de seus filhos como Enzo, em homenagem àquele que o inspirou a se tornar jogador de futebol. Sem dúvida, homenagem digna de ídolos.

Nome: Enzo Francescoli Uriarte - Data de nascimento: 12/novembro/1961
Local de nascimento: Montevidéu, no Uruguai
Clubes que defendeu:
1980 – Wanderers
1981 – Wanderers
1982 – Wanderers
1983 – River Plate
1984 – River Plate
1985 – River Plate
1986 – River Plate
1986/7 – Racing Matra
1987/8 – Racing Matra
1988/9 – Racing Matra
1989/90 – Olympique de Marselha
1990/1 – Cagliari
1991/2 – Cagliari
1992/3 – Cagliari
1993/4 – Torino
1994 – River Plate
1995 – River Plate
1996 – River Plate
1997 – River Plate
Jogos pela seleção uruguaia: 72
Gols pela seleção uruguaia: 15
Principais títulos:
- Copa Libertadores em 1996
- Supercopa da Libertadores em 1996
- Copa América em 1983, 1987 e 1995
- Campeão francês em 1990
- Campeão argentino em 1986, 1994 (Apertura), 1996 (Apertura) e 1997 (Clausura e Apertura)
- Campeão Sul-Americano sub-20 em 1981

Fonte: Trivela

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