

por Leonardo Chianese * Buenos Aires - Argentina
Nosso blog fez uma análise da zona do rebaixamento do Brasileirão. Temos 9 rodadas pela frente e, segundo nossa opinião, 6 times estão brigando para não cair.
Santa Cruz: O time do Nordeste é o primero dos "quase rebaixados". Melhorou depois da Copa, mas voltou a cair e hoje vê a Segundona muito de perto. Só tem 24 pontos e agora visita o Goiás e recebe o Fortaleza com a obrigação de ganhar pelo menos 4 pontos para seguir vivendo.
São Caetano: O time paulista é o outro "quase rebaixado". Muito longe dos
anos gloriosos do começo da década, o Azulão teve alguns bons resultados com o técnico Leão no comando. Mas o treinador trocou o time do ABC pelo Corinthians e o São Caetano afundou. Tem 26 pontos e fecha Outubro com 2 jogos dificílimos longe do Anacleto Campanella: Botafogo e Santos.
Fortaleza: Tem mais chances que os dois times já mencionados. Tem 28 pontos e agora recebe um Atlético (PR) que pensa na Sul-Americana, e logo depois visita o lanterna Santa Cruz. Além disso é um time que costuma complicar para os grandes, mas terá que brigar muito para não cair.
Corinthians: O Timão é o melhor exemplo para dizer que no futebol ninguém ganha só pela torcida, nomes famosos ou camisa. Futebol se ganha jogando, e nisso o atual Corinthians é péssimo. Mas a força da Fiel Torcida pode ajudar o time a escapar do rebaixamento. Tem 32 pontos, e os jogos contra Cruzeiro e Palmeiras serão decisivos no futuro do time.
Ponte Preta: Com 33 pontos e esperando Internacional e Botafogo no Moisés Lucarelli, a Ponte é uma incógnita. O time de Campinas depende muito de que Corinthians não consiga bons resultados, para não ser rebaixado.
Fluminense: O Tricolor já conhece o gostinho do rebaixamento. Nos
últimos torneios foi candidato e escapou, mas agora a situaçao está ficando pior. O time tem bons jogadores mas pouco futebol. Tem 34 pontos e agora jogará 2 partidas difíceis: Juventude fora e Grêmio no Maracanã.
por Felipe Bigliazzi
De cereal ? De açucar? De chocolate?
Vem se falando muito sobre as "Barras-não-bravas brasileiras". É fato que as torcidas organizadas ficaram nos anos 90, já que o Efeito Fernando Capez foi terrível.
Não se pode mais ir ao estádio de cueca porque é perigoso que a cueca seja inflamável e pegue fogo. Claro que isso é uma ironia. Mas uma ironia mesmo, se faz com o torcedor paulista por naõ poder ir ao estádio para fazer festa (levar bandeiras , faixas, bandeirões, papel picado, etc). E ainda ter que escutar tolices por parte dos jornalistas e mandatários do futebol de São Paulo que jamais estiveram em uma arquibancada, e que ao não conseguir solucionar os porblemas da violência no futebol, puniram o torcedor comum, e não o violento.
Torcedor comum que se irritou ao ver o negócio das organizadas ultrapassando a paixão pelo time de coração. A torcida Independente, por exemplo, canta mais os seus próprios cantos do que os dedicados ao clube. Além da falta de criatividade em fazer novas canções, existe também a falta de organização, entre outras coisas. Apesar de estas torcidas se denominarem organizadas.
O resultado de toda essa incompetência, é a criação de novas torcidas. No último sábado (São Paulo x Vasco) foi a estréia da Torcida Geral Tricolor. Podemos dizer que foi aceitável , pois haviam poucos torcedores que sabiam da idéia principal que é cantar os 90 minutos, e ainda mais forte quando o jogo está difícil. Mais uma vez, a polícia não colaborou, proibiu a entrada dos bumbos, tirantes e papeis (alguns entraram escondidos).
Até as torcidas que ainda estão engatinhando já são punidas pelos Senhores Capez, Marinho, Cerpa e la re puta madre que lo pario...(diriam os verdadeiros barrabravas argentinos).
16:08:06, TERRA_CATEGORIES: Histórias do Futebol. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjoUm Mito Chamado Lara
Na década de vinte, quando as comunicações eram rudimentares, as histórias corriam de boca em boca e, mesmo não sendo verdadeiras, viravam verdades e se tornavam lendas. Foi assim que em muitos pontos do Rio Grande do Sul, o nome do Eurico Lara se tornou um mito. Durante muitos anos se acreditou que Lara morreu em pleno jogo, em um Gre-Nal, ao defender um pênalti cobrado por um irmão seu, jogador do Inter. Essa história não é verdadeira, mas Lara foi um mito. E virou um símbolo do Grêmio.
Nascido em Uruguaiana em 1898, passou a jogar futebol quando ingressou na vida militar. Mas era tão bom que, visto por Máximo Laviaguerre, teve sua reputação divulgada. Laviaguerre fez o seguinte relato à diretoria gremista “Em Uruguaiana há um goleiro tão bom que, quando ele joga, seu time não perde”!
O Grêmio incumbe Luiz Assunção de trazer esse “fenômeno” para o clube. Foi difícil, pois Lara não queria deixar Uruguaiana, servia ao exército e inventou uma doença para não ser transferido. Mas o Grêmio tinha força e conseguiu um lugar para Lara na Carta Geral, em Porto Alegre. Começava a saga do goleiro de Uruguaiana, que chegou a ser tenente e acompanhou as forças revolucionárias na Revolução de 1930.
Toda a preocupação das elites gremistas para com um jovem humilde, foi derrubada quando Lara passou a mostrar seu jeito simples e educado. Em campo, era um fenômeno. Fazia defesas impressionantes pelo arrojo, e seu estilo foi aprimorado no Grêmio, quando deixou de defender a socos para dedicar-se às pegadas firmes. Lara também sabia fazer amigos e deixou como legado seu grande espírito esportivo.
Eurico Lara jogou no Grêmio de 1920 a 1935, quando faleceu. Em 1928 se desentendeu com o presidente do Grêmio e foi para o F. C. Porto Alegre, mas perdeu uma partida para o próprio Grêmio e voltou ao clube. Aos 37 anos foi internado na Beneficência Portuguesa com problemas cardíacos. Mas, antes de morrer, Lara deu a maior demonstração de amor por um clube. Multicampeão da cidade e do Estado, poderia ter deixado o Grêmio e ir tratar da sua saúde. Mas, em 1935, depois de recusar várias propostas durante anos para jogar no Rio e São Paulo, fez seu último ato de amor. Jogou a sua última partida em setembro de 1935, para dar mais um titulo ao Grêmio: o Campeonato Farroupilha. Lara já estava doente, mas seu clube precisava vencer aquele jogo contra o Internacional. A torcida sabia que Lara não poderia jogar, mas quando ele surgiu no gramado com a camisa azul, foi ovacionado pelos torcedores presentes. O Grêmio venceu por 2x0. Entretanto, em novembro do mesmo ano, o Rio Grande do Sul inteiro chorou sua morte. A lenda, porém, jamais morrerá.
fonte: Museu dos esportes
por Mauro G. Kinjo
Inacreditável a posição adotada pela maioria da imprensa esportiva no caso Leão vs. Carlos Alberto. Não ouvi uma linha se quer, dizendo que o técnico corintiano tirou da partida o melhor jogador do time paulista, e com isso enterrou todas as chances que o Timão tinha de virar a partida em Lanús.
É irritante a necessidade que o treinador Emerson Leão tem de chamar atenção e ser o principal assunto dos times que comanda. Não existe um clube que o ex-goleiro tenha dirigido que não sofreu com sua arrogância, e seu egocentrismo.
Logo após o jogo contra o Lanús, ao ser questionado sobre o caso, Leão prometeu punir o meia Carlos Alberto. “Não há nada para esconder. Houve uma insubordinação. Está definido e vamos resolver isso no Brasil. Acontece, mas não deveria acontecer. Já que houve, tomaremos uma atitude. Foi uma encrenca? Foi! Mas pode deixar que vamos resolver. Vamos resolver, e bem!”, afirmou.
A promessa foi cumprida. No dia após o jogo, Leão anunciou a suspensão temporária do jogador, que no futuro pode sofrer alguma punição. “O Carlos Alberto desrespeitou o treinador e a hierarquia, e está afastado até segunda ordem”, esclareceu Leão, que teve o aval da diretoria do clube em sua decisão.
A passagem de Leão pelo Corinthians me lembra sua primeira passagem pelo Palmeiras, onde o treinador disputava as atenções com o habilíssimo meia José Ferreira Neto. Leão não deixava o jogador terminar uma partida sequer, por melhor que ele estivesse em campo ele sempre o sacava. Até que o meia foi negociado com o Timão, e o Palmeiras perdeu a chance de ter em sua história de grandes jogadores, uma jóia tão rara como o talento de Neto. Caso muito parecido com a chegada de Leão ao Alvinegro Paulista. Depois de muita especulação, o técnico acertou seu contrato com o Timão que tinha como principal astro o argentino Carlos Tevez. Não deu outra, após algumas partidas com o novo técnico, Carlitos acompanhado de seu compatriota Javier Mascherano deixaram o Corinthians alegando indiferenças com o novo treinador.
Tevez, que com certeza é um dos maiores jogadores da história do Timão, saiu pela portas dos fundos, e acusado pela torcida de ser mercenário (para variar). Claro que estas coisas passam, e o futebol do argentino vai ficar para sempre. Isso até é normal. O que não é normal é que uma pessoa arrogante e preconceituosa como é Leão, não seja criticado e saia impune de todas as barbaridades que comete.
Agora que Leão é novamente o astro do elenco corintiano (já que o melhor jogador foi afastado novamente), ele pode seguir seu trabalho tranqüilo, já que sua imagem não será ofuscada por mais ninguém.
Leão já ganhou a guerra das vaidades.
por Mauro G. Kinjo
Como aceitar que um jogador do porte de Ronaldinho Gaúcho fique no banco durante o primeiro tempo do amistoso contra o Equador? Muitos da imprensa criticaram o técnico Dunga por essa decisão, mas é inegavel que o futebol que apresentou o craque brasileiro no segundo tempo do jogo, é para poucos. Sendo assim, considero acertada a escolha do novo treinador da seleção. Na era Dunga, espera-se que não haja mais jogadores intocáveis e com privilégios na seleção, como foi Ronaldo na Copa passada.
Após a aposentadoria do maestro Zidane, nos resta contemplar e tentar entender o futebol do único gênio da atualidade, Ronaldinho Gaúcho. É claro que na Copa da Alemanha ele não mostrou o que todos esperavam de seu futebol. Mas Ronaldinho é um jogador diferente, e assim deve ser tratado. Como muitos outros craques que nasceram em terras brasileiras, o Gaúcho não conseguiu ganhar uma Copa com seu futebol, como fizeram Pelé, Garrincha e Romário. Mas isto não o faz menos craque do que já é.
É claro que Ronaldinho decepcionou milhões de brasileiros na Copa. E isso vai ficar gravado na memória de diversas pessoas que esperavam muito dele. Mas com certeza ele será perdoado, assim como foram Zico, Falcão, Sócrates, Cerezo e outros na Copa de 82. E nem por isso deixaram de ser considerados craques.
Para mim, um drible e dois lançamentos no amistoso contra o Equador, já o recolocaram na galeria de onde nunca deveria ter saído: Craque do futebol brasileiro.
Desfrutem de sua arte !!!