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por Joaquim Couto
Este fato ocorreu há 40 anos, e sempre que encontro meus amigos do tempo de futebol do Esporte Clube Cubatão (entre eles, José Câmara Alves), lembramos do ocorrido. Não é para menos! O episódio envolveu o rei do futebol: Pelé.
O time de futebol do Comercial, localizado no Bairro da Fabril, havia ganho
o campeonato amador de Cubatão, em 1956. O Comercial era muito bom de bola. Para comemorar o título, os dirigentes enviaram um ofício convidando o Santos Futebol Clube para um jogo amistoso. Não esperavam jogar com o time principal completo do Santos, campeão paulista de 1955, que tinha craques como Manga, Zito, Formiga, Jair, Del Vecchio, Pagão e Pepe.
No entanto, pediram ao Santos que enviasse a Cubatão uma equipe forte, pois o Comercial era bom e podia dar uma goleada no Santos. Assim, o poderoso time santista enviou para a Cidade uma equipe competitiva, com alguns titulares da equipe principal.
O jogo ocorreu no campo do Comercial, na Fabril. A rodada esportiva era
constituída de dois jogos: de início jogava o segundo quadro e, fechando a
rodada, o primeiro quadro.
Durante o aquecimento do primeiro jogo, o zagueiro amador do Santos, Antônio de Campos, veio até a cerca falar comigo. Antônio (apelidado de Sapólio) era irmão de minha namorada. Sua família morava na Vila Belmiro. Ao chegar na cerca, Antônio me disse: ‘‘Preste atenção no número 10 do primeiro quadro. Joga muita bola!’’. Antônio de Campos estava falando de Pelé, então com 15 anos.

E, de fato, o menino Pelé, mal chegado ao Santos, era o melhor jogador
enviado pelo clube para o amistoso. Ainda era desconhecido. Não era titular
do Santos.
Eu torci para o Peixe, pois o Comercial era rival de nossa equipe, o Esporte
Clube Cubatão. O Santos venceu por 6 a 1, e Pelé fez quatro gols.