Dia de JoGo - O Blog de quem vive futebol

Blogue sobre a cultura do futebol. Aborda os mais diversos assuntos do jogo mais apaixonante do mundo. Na visão de quem vive o futebol desde a arquibancada.
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26.03.07

TERRA_PERMA_LINK 11:33:28. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Pelé com a camisa do Vasco

Pelé nunca escondeu sua simpatia pelo Vasco, tendo sido um torcedor vascaíno durante a sua infância em Bauru. Quis o destino que Ele vestisse a camisa do Vasco no início da sua carreira, em junho de 1957, em três partidas no Maracanã, e melhor ainda, que ele marcasse um gol no Flamengo.

Naquela ocasião, a equipe principal do Vasco excursionava na Europa e Vasco e Santos formaram um combinado para participar da Taça Morumbi, um torneio amistoso internacional com partidas no Rio e em São Paulo. O Vasco cedeu ao combinado Paulinho e Bellini, convocados para a seleção brasileira para a disputa da Copa Roca contra a Argentina, e mais Wagner, Iedo, Artoff e Valdemar, reservas que não participavam da excursão. Entre os jogadores cedidos pelo Santos, um adolescente de 16 anos, ainda reserva, despontando para o futebol, cujo nome ninguém sabia ao certo se era Pelê ou Pelé.

O torneio nunca chegou ao fim, pois não despertou muito interesse junto ao público e os seus organizadores resolveram suspendê-lo devido aos prejuízos financeiros. O Combinado Vasco-Santos atuou quatro vezes, as três primeiras no Rio com o uniforme do Vasco e a última em São Paulo com o uniforme do Santos. Pelé marcou gols em todas as partidas, inclusive um sobre o Flamengo. Estas são as súmulas das partidas:

Combinado Vasco-Santos 6 x 1 Belenenses (Portugal)
Data: 19/6/1957
Local: Maracanã
Juiz: Amílcar Ferreira
Gols: Pelé(3), Álvaro(2), Pepe (Vasco-Santos) e Matateu (Belenenses)
Vasco-Santos: Wagner, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo (Artoff), Pelé, Álvaro, Jair (Valdemar), Pepe.
Belenenses: Pereira, Polido (Moreira), Pires, Carlos Silva; Pires, Vicente (Pelefero); Dimas, Faia, Ricardo Peres, Matateu, Tito.

Combinado Vasco-Santos 1 x 1 Dínamo Zagreb (Iugoslávia)
Data: 22/6/1957
Local: Maracanã
Juiz: Frederico Lopes
Gols: Pelé (Vasco-Santos) e Panko (Dínamo Zagreb)
Vasco-Santos: Wagner, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo (Artoff), Pelé, Álvaro, Jair (Valdemar), Pepe.
Dínamo Zagreb: Irovic, Sikio, Crocovic, Croncovic; Koskat, Horvat; Panko(Gaspert), Cercovic, Kong, Angic, Lipozonovic.

Combinado Vasco-Santos 1 x 1 Flamengo
Data: 26/6/1957
Local: Maracanã
Juiz: Anver Bilate
Gols: Pelé (Vasco-Santos) e Dida (Flamengo)
Vasco-Santos: Manga, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo (Pagão), Pelé, Del Vecchio (Pepe), Jair, Tite.
Flamengo: Ari, Joubert, Pavão, Jordan; Jadir (Dequinha), Mílton Copolilo; Luiz Carlos, Moacir, Henrique (Duca), Dida, Zagallo (Babá).

Combinado Vasco-Santos 1 x 1 São Paulo
Data: 29/6/1957
Local: Morumbi
Juiz: Walter Galera
Gols: Pelé (Vasco-Santos) e Nei (São Paulo)
Vasco-Santos: Manga, Paulinho, Bellini, Ivan; Urubatão, Brauner; Iedo, Pelé, Del Vecchio, Valdemar (Darci), Pepe.
São Paulo: Paulo, De Sordi (Clélio), Mauro, Riberto; Bauer, Vítor (Ademar); Maurinho, Nei, Gino (Baltazar), Maneca, Sílvio.

Deve ter sido tocante para a reduzida galera vascaína que compareceu às partidas rever um grande ex-ídolo, Jair Rosa Pinto, aos 36 anos, envergando o manto cruzmaltino depois de 11 anos longe de São Januário.

As atuações de Pelé pelo Combinado Vasco-Santos e os comentários nos jornais sobre o nascimento de um "futuro craque de seleção" foram fundamentais para que o então técnico da seleção brasileira, Sílvio Pirillo, decidisse convocá-lo para uma partida do Brasil contra a Argentina pela Copa Roca, no Maracanã, dia 7 de julho de 1957. Foi a estréia do futuro Rei na seleção, aos 16 anos de idade. Ele entrou no segundo tempo no lugar de Del Vecchio e marcou o seu primeiro tento com a camisa canarinho. Mesmo perdendo por 2x1, o time brasileiro foi elogiado e a presença de Pelé foi aclamada.

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19.03.07

TERRA_PERMA_LINK 21:56:12. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

O Palmeiras nasceu no Pacaembu

A foto é do goleiro Obertan.

Foi no dia 20 de setembro de 1942, em um jogo contra o São Paulo valendo o titulo paulista, que surgiu a Sociedade Esportiva Palmeiras. A estréia com o novo nome – o Palestra Itália foi obrigado a desaparecer porque a Itália estava em guerra contra os aliados – aconteceu no Pacaembu. O Palmeiras venceu por 3x1.

Oberdan Cattani era o goleiro palmeirense e ele mesmo declarou que a mudança de nome foi boa porque o clube deixou de ser um time da colônia italiana para ser uma agremiação brasileira. Com isso, a torcida palmeirense começou a aumentar.

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13.03.07

TERRA_PERMA_LINK 20:48:34. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Índio: Um campeão esquecido

José Sátiro do Nascimento, mais conhecido pela torcida corinthiana como Índio, nasceu no dia 3 de abril de 1979 em Palmeira dos Índios, Alagoas. Iniciou sua carreira nos juvenis do Vitória com 17 anos, e em torneio internacional disputado em Boston-EUA, chamou atenção dos dirigentes do Corinthians, que animados com seu bom desempenho logo o trouxeram para o Parque São Jorge em 1998.

Desembarcou em São Paulo como aposta futura e primeiramente foi integrado a equipe de base, mas com o sucesso imediato do jovem elenco vencedor, subiu a equipe principal juntamente com Edu, Gil, Éwerthon, Kleber e companhia. Iniciando na reserva do até então titular Rodrigo, fez bons jogos, e com sua regularidade assumiu a posição de titular, sendo importante na campanha vitoriosa do Corinthianos no campeonato brasileiro de 1998. Em 1999, já como titular absoluto sagrou-se campeão paulista diante do Palmeiras e novamente campeão brasileiro.

Índio, não era unanimidade dentre os torcedores. O ataque não era sua principal arma, porém gozava de muita raça e determinação, tornando-se assim um lateral mais defensivo que ofensivo. Características que somadas sempre o ajudaram a obter vantagem na disputa pela camisa titular com Rodrigo, e algum tempo depois com César Prates, ambos com funções mais ofensivas.

Em pouco tempo no Corinthians, Índio conquistou diversos títulos, mas a glória principal chegou em janeiro de 2000, quando juntamente com uma equipe praticamente imbatível conquistou o Mundial de Clubes da FIFA, contra o Vasco, em pleno Maracanã. Após o grandioso e inédito título, houve no Parque São Jorge o conhecido “desmanche”, já esperado, e Índio foi negociado com o Seul, clube do futebol coreano.

Alguns meses na Ásia e nenhum sucesso como os do tempo de Corinthians. Retornou ao Brasil para então atuar pelo emergente Goiás, por empréstimo. No clube goiano o ex-lateral do Corinthians obteve poucas chances, retornando assim para o Seul. Na Ásia, por incrível que pareça, Índio tornou-se ídolo, e além do Seul, o lateral jogou por mais dois clubes coreanos. Atuou nos gramados asiáticos de 2001 a 2003 e em 2004 retornou de vez ao Brasil.

Hoje, casado, com 28 anos e sem clube, Índio busca mais um desafio em sua carreira. Atualmente reside na cidade de Poços de Caldas-MG. Mediante a isto, é dono de um restaurante e ainda continua batendo sua bola nos finais de semana. O ex-jogador do Corinthians convive também com mais de 10 familiares de sua tribo e juntos seguem suas vidas no Sul de Minas Gerais, mas jamais esquecendo sua passagem pelo Sport Club Corinthians Paulista.

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