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Torcedor confesso do Peñarol, Francescoli nunca jogou por seu time de coração. Começou sua carreira no modesto Wanderers da capital uruguaia. Jogando no clube, atraiu as atenções de muita gente. Tanto que foi convocado para a Seleção de juniores dos charruas para o campeonato Sul-Americano da categoria, em 1981. Lá se sagrou campeão, deixando o Brasil com o vice.
Suas atuações pela Seleção Uruguaia (que lhe renderam dois títulos posteriores da Copa América) o colocaram mais em voga no futebol Sul-Americano. O River Plate não pestanejou em querer levar “El Príncipe”, o que ocorreu em 1983.
O uruguaio chegou ao River em 1983, estreando com vitória sobre o Huracán de Buenos Aires por 1 a 0, em 24 de abril. Marcaria seu primeiro gol pelo novo time três dias depois (dia 27) em vitória fora de casa contra o Ferrocarril Oeste. Apesar do bom começo, Francescoli demorou um pouco para se firmar no River. Só em 1984 faria sua primeira boa temporada pelos milionários, conquistando o prêmio de Melhor Jogador da América daquela temporada.
O primeiro título nacional de Francescoli veio em 1986, com a conquista do campeonato argentino. De quebra, foi o artilheiro da competição com 25 gols, seis a mais do que o segundo colocado. A torcida (a própria e a dos outros) passou a admirar Enzo pelo futebol clássico e objetivo. Mas, sobretudo, por ser um dos jogadores mais educados a passar pelos campos, respeitando a todos os seus companheiros e adversários.
Estava na hora de Francescoli ir para novos ares, e ele partiu do River em 1986, em direção a França. Foi atuar no Racing Paris, comprado pela empresa de carros francesa Matra e rebatizado com o nome desta. No modesto time francês, Francescoli não conseguiu nada mais do que um mero 7º lugar na temporada 1987/8. Ele ficou três temporadas na equipe, até sair em 1989 e ir rumo ao litoral sul francês para jogar no Olympique de Marselha.
Na única temporada que fez (1989/90), El Príncipe se consagrou. Foi campeão francês e ganhou o prêmio de melhor jogador estrangeiro da Ligue 1 daquela temporada. Francescoli virou ídolo da torcida marselhesa, principalmente de um jovem filho de imigrantes argelinos sobre o qual falaremos depois.
Francescoli cruzou o Mediterrâneo e foi atuar no Cagliari na temporada seguinte. Em três temporadas pela equipe da Sardenha, El Príncipe marcou 17 gols em 98 partidas. O melhor desempenho na Serie A com a equipe foi o 7º lugar em sua temporada de despedida do clube (1992/3). Na temporada seguinte, mudou-se para o continente, para atuar no Torino. Viu o time chegar em oitavo lugar, mas fez apenas 3 gols em 24 partidas.
O ano de 1994 testemunharia ainda a volta de El Príncipe ao River Plate. Naquela metade final do ano se consagrou levantando a taça do Torneio Apertura invicto, e sendo premiado artilheiro do campeonato com 12 gols marcados.
Em 1996, ele reconquistaria o Apertura. Mas aquele não seria o único título importante de Francescoli no ano. No semestre anterior, ele ajudou o River a conquistar a Taça Libertadores da América, batendo o América de Cali na final daquele ano por 2 a 0.
Decidiu se despedir do futebol em 1997, não sem antes faturar para o River o Apertura e Clausura daquela temporada. Encerrou sua carreira em partida contra o seu time de coração, o Peñarol, se consagrando como o estrangeiro que mais marcou gols com a camisa dos millionários, com 115 gols em 197 partidas.
Francescoli pela Seleção Uruguaia teve três conquistas. Todas da Copa América, em 1983, 1987 e 1995. Em 1983 marcou um dos gols no jogo de ida da decisão contra o Brasil, foi expulso na final de 1987 e marcou um dos pênaltis que garantiu, de novo contra o Brasil, o título em casa da Copa América de 1995. Sua estréia foi em 20 de fevereiro de 1982
Ainda disputou duas Copas do Mundo. Foi ao México em 1986 e à Itália em 1990. Só marcou gol em Copas uma vez, na fatídica goleada de 6 a 1 sofrida pela Celeste contra a Dinamarca, então “Dinamáquina”. Foi titular nas duas idas ao Mundial.
Recentemente Francescoli entrou na famosa lista de melhores jogadores do mundo criada por Pelé para comemorar os 100 anos da FIFA. Nos dias de hoje, El Príncipe tem uma vida de executivo, como vice-presidente da GOL TV (canal a cabo norte-americano dedicado ao futebol) e da Tenfield, empresa que controla os direitos de transmissão do campeonato uruguaio, comandada pelo infame Paco Casal.
Lembram daquele menino filho de imigrantes argelinos citados durante a passagem de Francescoli pelo Olympique? Pois é, ele cresceu e virou também jogador de futebol. E não um qualquer, pois ele é Zinedine Zidane, um dos maiores astros do futebol francês e mundial.
Zizou considera Francescoli seu maior ídolo no futebol. Tanto que batizou um de seus filhos como Enzo, em homenagem àquele que o inspirou a se tornar jogador de futebol. Sem dúvida, homenagem digna de ídolos.
Nome: Enzo Francescoli Uriarte - Data de nascimento: 12/novembro/1961
Local de nascimento: Montevidéu, no Uruguai
Clubes que defendeu:
1980 – Wanderers
1981 – Wanderers
1982 – Wanderers
1983 – River Plate
1984 – River Plate
1985 – River Plate
1986 – River Plate
1986/7 – Racing Matra
1987/8 – Racing Matra
1988/9 – Racing Matra
1989/90 – Olympique de Marselha
1990/1 – Cagliari
1991/2 – Cagliari
1992/3 – Cagliari
1993/4 – Torino
1994 – River Plate
1995 – River Plate
1996 – River Plate
1997 – River Plate
Jogos pela seleção uruguaia: 72
Gols pela seleção uruguaia: 15
Principais títulos:
- Copa Libertadores em 1996
- Supercopa da Libertadores em 1996
- Copa América em 1983, 1987 e 1995
- Campeão francês em 1990
- Campeão argentino em 1986, 1994 (Apertura), 1996 (Apertura) e 1997 (Clausura e Apertura)
- Campeão Sul-Americano sub-20 em 1981
Fonte: Trivela
Um cidadão croata e outro bósnio, ambos fãs do futebol de Klasnic, se ofereceram para fazer os exames para saber se podedriam doar um dos seus rins ao jogador.
Isso sim é ser viciado em futebol! Você faria isso por algum jogador de futebol que seja ou que tenha sido seu ídolo? Eu não faria...principalmente com os ídolos de hoje em dia, é bem possível que amanhã seu rim esteja vestindo a camisa do rival.
Um transplante de rim mal sucedido irá afastar o atacante Ivan Klasnic dos gramados por seis meses. Operado na última quinta-feira, o jogador, do Werder Bremen, teve problemas de adaptação ao novo órgão e
precisará de um tempo maior de recuperação até retornar à atividades.
“Infelizmente o transplante não ocorreu bem, porque o corpo rejeitou o novo rim. As razões exatas ainda não são conhecidas, mas estão sendo investigadas pelos médicos, que devem dar uma resposta dentro de seis
semanas”, afirmou o advogado do jogador, Peter Horndasch.
Ivan Klasnic, de 26 anos, defendeu a Seleção Croata na Copa do Mundo da Alemanha, realizada em junho do ano passado. O atacante está no Werder Bremen desde 2001 e já marcou 42 gols em 135 jogos.