

por Felipe Bigliazzi
Passou-se mais de uma década e a melhor imagem que ilustra a trajetória de Rogério Ceni no São Paulo Futebol Clube, é a quantidade de garotos que o cerca na entrada do time nos jogos do Morumbi. Não há forma melhor de medir a idolatria de um jogador de futebol, quanto ao sentimento do torcedor infantil, aquele que grita:“ROGÉEEEEERIOO”, a cada defesa espalhafatosa nas peladas de rua com os amigos.
Atualmente Rogério Ceni conseguiu um status de super estrela e ídolo eterno do São Paulo, porém sua trajetória no Morumbi foi muito conturbada. Somente depois dos títulos conquistados no ano de 2005, a fama de bom goleiro e bom batedor de faltas, se transformou em uma imagem de goleiro vencedor, que disputa com Raí o titulo de ídolo maior da historia recente do tricolor paulista.
Quando Zetti deixou o Morumbi para se transferir ao Santos, o posto de goleiro no São Paulo sofreu uma crise. O sucessor natural do Zetti faleceu em um acidente de carro em 1992 (o juvenil Alexandre, reserva na conquista da Libertadores de 92 contra o Newell’s). Do Sport Recife veio Gilberto, que acabou fracassando em pouco tempo no tricolor. Só então foi a vez de Rogério, que havia se destacado no Expressinho comandado por Muricy Ramalho.
Em baixo da traves, Rogério Ceni nunca foi um goleiro de muita sorte. Podemos lembrar o gol do André Luiz, que ele sofreu na final do Paulista de 97 contra o Corinthians, quando a bola bateu em suas pernas antes de entrar. Clássico lance de goleiro que não conta com a sorte. Rogério foi muito astuto em treinar batidas de falta, inspirado no carrasco tricolor Chilavert, sabia que batendo falta e fazendo gols, esconderia eventuais erros embaixo das traves.
Mais astuto ainda, Rogério Ceni percebeu a falta de identidade dos jogadores de sua época com a camisa do clube, incorporando na pele do jogador, o torcedor do São Paulo (ele tem até título de sócio do clube). Nem mesmo o mal explicado caso da sua possível transferência para o Arsenal da Inglaterra, fez com que Rogério perdesse a moral com a torcida tricolor. Pelos 700 jogos completados neste sábado em Florianópolis, parabenizamos o imortal arqueiro tricolor. Lembrando que sou “Jornalismo Futebol Clube”, é claro!
22:42:07, TERRA_CATEGORIES: Campeão Brasileiro. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjoBOTAFOGO: Em pé: Renato. Humberto Monteiro. Grapete. Vanderlei. Vantuir e Oldair. Agachados: Ronaldo. Humberto Ramos. Dario. Spencer e Romeu.
ATLÉTICO: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola (Spencer), Dario e Tião. T: Telê Santana
BOTAFOGO 0 X 1 ATLÉTICO-MG
19/12/71 Maracanã (Rio)
Juiz: Armando Marques (SP)
Publico: 46.458 pagantes
Renda: Cr$ 294 420
Gols: Dario 16 do ST;