Dia de JoGo - O Blog de quem vive futebol

Blogue sobre a cultura do futebol. Aborda os mais diversos assuntos do jogo mais apaixonante do mundo. Na visão de quem vive o futebol desde a arquibancada.
TERRA_CREATE4FREE
Calendário
    <  Novembro 2006  >
    S T Q Q S S D
        1 2 3 4 5
    6 7 8 9 10 11 12
    13 14 15 16 17 18 19
    20 21 22 23 24 25 26
    27 28 29 30      
TERRA_ARCHIVES
TERRA_LINKS
TERRA_SYNDICATE
TERRA_HOM_TERRABLOG

24.11.06

TERRA_PERMA_LINK 11:57:37, TERRA_CATEGORIES: Histórias do Futebol. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Histórias do Futebol - Parte 4

Resgatando a Bandeira Brasileira

Estadio Juan Carlos Zerrillo - La Plata - ARG - GELP
Capacidade : 20.461 personas.

No dia 12 de julho de 1916, a tabela do campeonato sul-americano programava para o Estádio do Gimnasya Y Esgrima, em La Plata - Argentina, o clássico Brasil x Uruguai. Os torcedores lotavam o estádio. Logo cedo os portões foram fechados e o público se esmagava do lado de fora do estádio querendo entrar. Muitos tinham seus ingressos e não conseguiram adentrar á cancha de jogo. A policia não deixou entrar mais ninguém por falta de lugares, e os torcedores começaram a cantar “ladrones” “ladrones” !!!

A agitação foi se tornando cada vez mais violenta. Os mais revoltados foram buscar gasolina, e jogaram pela parte de baixo das arquibancadas  ateando fogo. Imediatamente as labaredas começaram a surgir ameaçadoras. O terror e o pânico tomou conta de todos que estavam dentro do estádio. Correrias e gritos transformaram uma noite de verdadeiro terror.

As labaredas avançavam pelo pavilhão com uma sede de devorar tudo que vinha pela frente. Começou a queimar algumas bandeiras de várias países que disputavam o campeonato e estavam nos mastros perto das arquibancadas. Por um lamentável descuido, a nossa bandeira, fôra a única que se conservava em seu lugar, lá no alto. Os jogadores brasileiros estavam apavorados e ainda não tinham trocado de roupa para enfrentar os uruguaios. Sentindo que a bandeira brasileira iria ser queimada, Lagreca, o nosso médio volante, tirou o paletó e subiu ao tôpo do mastro para livrar a bandeira do incêndio. Ainda assim, sofreu algumas pequenas queimaduras. Logo que desceu, um policial argentino quis lhe robar a nossa bandeira. Lagreca não permitiu e recebeu voz de prisão. Foi necessário que, Galvão Bueno e o presidente da Associação Argentina de Futebol, interviesse para que a prisão não fosse feita.

Silvio Lagreca era paulista de Piracicaba. Nasceu em 1895 e morreu em 1967. Quando foi convocado para a seleção brasileira pertencia ao São Bento de Sorocaba. 

Fonte: Museu do Esporte

 

TERRA_COMMENTS (8)

17.11.06

TERRA_PERMA_LINK 13:37:48. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Tevez e Mascherano

Por Mauro G. Kinjo

Por onde andaria o futebol de Tevez e Mascherano? Essa é a pergunta que não deixa alguns torcedores dormirem em paz, ainda mais por quem teve a chance de apreciar o futebol dos argentinos em terras brasileiras. E não foram somente os corinthianos os únicos a desfrutarem do futebol de Tevez e Mascherano, todos os bons torcedores de futebol notaram diversas qualidades em ambos os argentinos.

O futebol dos dias de hoje não é simplesmente um jogo, ou um esporte. O futebol virou política, virou interesse dos poderosos como forma de se divertir. Ainda há alguns que conseguem lavar um dinheirinho. Pois é, Tevez e Maschero, e consequentemente o futebol deles são nada menos que vítimas do futebol atual. Vítimas do jogo de interesses que é o futebol.

Quando o técnico da seleção argentina Alfio Basile, declarou estar preocupado com o rendimento dos jogadores argentinos na Inglaterra, poucos se perguntaram qual é a razão desta seca, onde alguns mêses atraz o bom futebol era abundante. Não é preciso muito esforço, nem recorrer as profundezas do cérebro para responder esta questão. A razão do desaparecimento do bom futebol dos argentinos vem da mais pura falta de planejamento das equipes que contaram com eles. Foram colocados de lado pelo Corinthians (ao contrário do que pensam muitos), e depois foram "encaixados" em um time inglês que não esperava contar com estrelas deste nível em seu elenco. Resultado: escasses de futebol.

Fico triste por eles. Fico triste pelo futebol que está disperdiçando seus talentos. E claro, fico triste pelo Corinthians e por sua imensa torcida que além de os traterem como mercenários (para variar), não souberam valorizar os jogadores que vestiram literalmente a camisa do time, diferente de alguns ídolos que gostam mais de aparecer do que de jogar.

TERRA_COMMENTS (4)

08.11.06

TERRA_PERMA_LINK 19:19:32, TERRA_CATEGORIES: Campeão Brasileiro. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Palmeiras Campeão Brasileiro - 1972

PALMEIRAS 0 X 0 BOTAFOGO


PALMEIRAS: Em pé: Eurico. Leão. Luis Pereira. Alfredo. Dudu e Zeca.
Agachados: Ronaldo. Leivinha. Madruga. Ademir da Guia e Nei.

BOTAFOGO: Cao, Valtencir, Brito, Osmar e Marinho; Nei e Carlos Roberto; Zequinha, Jairzinho, Fischer e Ademir (Ferreti). T: Sebastião Leônidas

Jogo decisivo: 21.dezembro.1972

Juiz: Agomar Martins

Renda: CR$ 649.455,00

Publico: 58.187 pagantes

TERRA_COMMENTS (3)

07.11.06

TERRA_PERMA_LINK 12:25:03. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Eleições no Vasco ???

Por Mauro G. Kinjo

Dia 13 de novembro o Vasco da Gama pode voltar a ser grande. Claro que sua torcida e seus títulos sempre deixarão o Vasco na galeria dos grandes clubes brasileiros, mas os anos em que o mandato de Eurico Miranda persistiu fizeram o clube de São Cristovão se distaciar da elite do futebol.


Infelizmente, o risco da situação do Vasco continuar com a mesma gestão, ainda é grande, e os motivos são os mesmos de sempre, fraudes nas eleições por parte de Eurico. Segundo o site da torcida vascaína www.supervasco.com, 90% dos que opinaram são a favor de Roberto Dinamite na presidência do clube, mas nas urnas a história é diferente. Todos os sócios podem votar, mas o que vêm acontecendo nas eleições vascaínas é de causar inveja á qualquer escândalo político da história deste país.


Temendo diversos tipos de armação, a chapa de Roberto Dinamite quer adiar a eleição do dia 13, pois na lista de votação constam os mesmo "idosos" da lista anterior, sendo 51 sócios com idade superior a 103 anos, tendo um com 130 anos. Quer mais ? A lista é totalmente duvidosa, além de terem afastado 3.651 sócios do ano anterior (sócios que apoiavam Dinamite), e entrarem com mais 1.621 novos sócios aptos a votar, sendo um menor idade.

Achou que é o suficiente? Ainda tem mais. Na folha que mostra quais sócios estão em dia (aptos para votar), consta que apenas 670 sócios estão com as mensalidades e dia. Simplesmente um absurdo. Tudo preparado para que Eurico Miranda permaneça mais alguns anos frente ao Vasco da Gama.

Não será supresa se Eurico vencer novamente as eleições, pelo que parece, as cachorradas do cartola estão longe de acabar. Pior para torcida do Vasco, a mesma que um dia já aclamou Eurico, agora pede a Deus por sua saída.


TERRA_COMMENTS (1)

06.11.06

TERRA_PERMA_LINK 12:19:21, TERRA_CATEGORIES: Histórias do Futebol. TERRA_POSTED_BY Mauro Y. Generali kinjo

Histórias do Futebol - Parte 3

Almir Pernambuquinho - A Rebeldia do Futebol

Almir foi um dos jogadores mais polêmicos do futebol brasileiro. Anjo para uns. Demônio para outros. Não gostava nem de perder treino. Começou nos juvenis do Sport Recife e foi para o Vasco da Gama em 1957. Era um garoto que não bebia nem fumava. No final de sua carreira, Almir gostava de perguntar – Porque fui um marginal ? Marginal era eu, um garoto educado em colégio religioso ou os caras que me davam “bolinha” ? A imprensa não queria saber e, em todos os episódios que Almir se envolveu foi chamado de marginal. E foram muitos esses episódios. Almir quebrou a perna do zagueiro do América Hélio. Brigou na final do mundial de clubes no jogo Santos e Milan. Na final do campeonato carioca entre Flamengo e Bangú. No campeonato sul-americano de seleções quando jogavam brasileiros e uruguaios. Ele nunca escondeu que tomava “bolinha”.

Foi contratado pelo Corinthians como o Pelé branco. Sua passagem pelo futebol paulista foi muito ruim. Boicotado pelos jogadores corinthianos, casou com pouco tempo de namoro, e teve sua vida familiar comprometida pela vida de boêmio. Mas, sua mulher segurou a barra e continuou ao lado de Almir por muitos anos. Por outro lado amadureceu, começou a sentir o submundo do futebol. Do Corinthians foi para o Boca Jrs. jogar ao lado dos brasileiros Orlando Peçanha, Dino Sani, Edson, Maurinho e Paulo Valentim. Sua última partida pelo clube argentino foi contra Chacarita Jrs. e Almir terminou brigado em campo e foi expulso. Na Itália, jogou na Fiorentina por seis meses. Como estava contundido e sua recuperação foi difícil por causa do frio, foi emprestado ao Gênova, onde a cidade era mais quente e poderia se recuperar mais rápido. Mesmo recuperado, não se deu muito bem no futebol italiano.

Voltou ao Brasil jogando pelo Santos. Com vinte e sete anos de idade chegava ao Flamengo como um veterano. Estava saturado de conhecimento do futebol, dentro e fora do campo. Sabia distinguir o cartola, que faz do futebol uma forma de promoção pessoal, e o dirigente que trabalhava por amor ao clube. Depois de uma briga com o treinador Flávio Costa, foi para o América onde encerrou sua carreira. Para variar, em seu ultimo jogo no clube de Campos Sales, acabou brigando com todo mundo, num jogo contra o Olaria no campo da rua Bariri. Tudo começou entre Sabará e Almir. Foi uma guerra. Todo mundo brigou. Os pais sempre queriam que ele voltasse ao Recife. Almir preferia permanecer em Copacabana que, pelas suas belezas naturais, atraia o pernambuquinho.

Quando abandonou o futebol Almir ficou sem fazer nada. Só sabia jogar futebol. A ociosidade era o grande problema para ele. Passava o tempo longe dos campo, tomando cerveja com os amigos em Copacabana onde morava. Por trás do amor que tinha pelo Rio de Janeiro e Copacabana, escondia um drama que só os amigos mais íntimos podiam notar. Uma nostalgia, uma solidão que o atacava no meio da noite e que fazia ter o seu apartamento cheio de amigos, dormindo pelos cantos. Quando as férias escolares se aproximavam, Almir era um novo homem. Almirzito, seu filho, passava alguns meses com o pai. Se quando jogava, Almir fazia farras e passava noites sem dormir. Depois que parou, ninguém via o pernambuquinho na rua depois da meia noite. E foi as 14 horas e 30 minutos do dia 6 de fevereiro de 1973, no Bar Rio Jerez, em Copacabana, que uma bala atirada pelo português Artur Garcia Soares atingiu Almir na cabeça, com hemorragia das meninges e destruição parcial do tecido nervoso cerebral. Uma morte brutal, consumada com requintes de perversidade. O assassino não lhe deu oportunidade de defesa e o matou por motivo fútil. Uma discussão de bar que não teria maiores conseqüências se o português não estivesse armado. Artur Garcia Jerez ainda matou com dois tiros um amigo de Almir, o comerciante Alberto Ribeiro, e feriu o agente de investimento Elói de Lima, quando este tentava evitar sua fuga. Sepultado no Cemitério São João Batista, Almir recebeu as homenagens de amigos e familiares. Dona Dedé, mãe de Almir, perguntava junto ao corpo do filho: “Meus Deus, para que tanta glória ? Para que tanta glória em tão pouco tempo e um tempo tão longo de separação ? Preferia meu filho na obscuridade. Talvez assim ele ainda estivesse ao meu lado. A glória me roubou meu Almir”.

A foto mostra Almir indo para cima de 5 jogadores do Bangu, depois de terminar a partida, Almir tentou "melar" a volta olímpica do time no Carioca de 66. 

 Fonte: Livro - Eu e o Futebol

TERRA_COMMENTS (5)
TERRA_MAIN_NEXT_PAGE