

por Mauro G. Kinjo
O que acontece com o nosso futebol? Eu não sou muito velho, mais ainda estão vivas na minha memória, lembranças de jogadores como Dinho, Dunga, Argel, Pintado, Ezequiel, etc. Os tempos são outros, é claro. Mas a raça e disposição parecem que ficaram perdidas nas décadas de 80 e 90.
Hoje em dia, os que aparecem com um pouco mais empenho que os outros, se destacam por serem jogadores raçudos, como são agora Maldonado, Magrão, Josué, Marcelo Mattos, etc.
A raça não deveria ser virtude. A raça é obrigação do jogador de futebol!Principalmente o brasileiro que não tem a estrutura que existe no futebol europeu, por exemplo.
È vergonhoso ver como o futebol de hoje, se parece com uma competição de natação. Daquelas que os nadadores ficam pulando de um trampolim, e juiz decide quem se saiu melhor. Pois é, o futebol brasileiro é a mesma coisa. Como o jogador profissional pode se atirar no chão, esperando que o árbitro de falta á seu favor? Como pode ele renunciar da briga pela bola com tanta facilidade? È difícil de enteder, e é mais difícil ainda assistir um jogo de futebol assim.
È claro que a arbitragem tem grande parcela de culpa neste péssimo habito que adquiriram os jogadores brasileiros, mas como peladeiro, eu sentiria vergonha de ficar me atirando e cavando faltas desnecessárias. Por isso, acho que a grande culpa é dos jogares que se submetem a isso.
Existem suas exceções. Claro! Em menos de 2 anos que o argentino Tevez esteve aqui, eu não o vi uma vez se quer se atirando da forma que estão acostumados a fazer jogadores de hoje, e assim são a maioria dos estrangeiros que jogam no futebol brasileiro.
Será esse um problema exclusivo do futebol brasileiro?